terça-feira, 20 de outubro de 2015

Quer ganhar um exemplar do livro Entreolhares?

Está a fim de ganhar um exemplar do livro Entreolhares?

Simples: compartilhe nosso post no facebook e envie e-mail para jean.csdb@hotmail.com com o assunto: Quero ganhar Entreolhares.

O sorteio será no dia 30 de outubro. O(a) ganhador(a) será divulgado em nosso blog e nossa página no facebook e receberá na sua casa, via correios seu prêmio. Vamos lá! É a sua chance de ganhar!


domingo, 11 de outubro de 2015

Jean Lucy lança o livro de crônicas "Entreolhares"



Será lançado na próxima quinta feira, dia 15 de outubro, o livro Entreolhares, de autoria de Jean Lucy Toledo Vieira.

Entreolhares é um livro de crônicas, destas que surgem a partir daqueles momentos únicos onde somos captados pelo que está ao nosso redor. É isto que faz Jean em cada um dos textos que integram a obra.

As crônicas que compõem Entreolhares são o resultado destes momentos únicos onde somos capazes de captar o que geralmente não está à primeira vista, embora estejam sempre à nossa volta. Um a um os textos vão compondo um quadro onde somos capazes de nos enxergar porque falam do que somos e do que sentimos, embora nem sempre isso esteja claro para nós mesmos.

É um livro para se ler aos poucos. Os textos deixam sensações, têm cores, perfumes, amores. Não é para ser simplesmente lido, mas vivido e sentido.

O livro foi um dos aprovados em 2014 pelo FMIC – Fundo Municipal de Incentivo à Cultura, mas como a prefeitura de Campo Grande/MS, através da Fundação de Cultura, até a presente data não efetivou nenhum repasse, o autor está lançando o livro por iniciativa própria.


Para o lançamento o autor conta com o apoio cultural do SESC. O evento acontecerá no dia 15 de outubro, às 19h na Morada dos Baís, que fica na Avenida Noroeste, 5140 – Centro de Campo Grande/MS. Mais informações pelos telefones 9124-0437 ou 3351-9705 (horário comercial).


                                            
                                            O autor

Jean Lucy Toledo Vieira é natural do Mato Grosso. Além de escritor é ainda psicopedagogo e especialista em educação infantil e ensino fundamental. 

Atualmente reside em Campo Grande (MS) onde é Diretor Administrativo do Centro Social Dom Bosco, entidade sem fins lucrativos presente em Campo Grande desde 1999.Entreolhares é o seu segundo livro, tendo ainda participação como autor, coordenador e revisor em outras coletâneas.


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Conselhos de um velho apaixonado


Quando encontrar alguém e esse alguém fizer 
seu coração parar de funcionar por alguns segundos,
preste atenção: pode ser a pessoa
mais importante da sua vida. 

Se os olhares se cruzarem e, neste momento, 
houver o mesmo brilho intenso entre eles,
fique alerta: pode ser a pessoa que você está
esperando desde o dia em que nasceu. 

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo 
for apaixonante, e os olhos se encherem
d'água neste momento, perceba:
existe algo mágico entre vocês. 

Se o 1º e o último pensamento do seu dia
for essa pessoa, se a vontade de ficar
juntos chegar a apertar o coração, agradeça: 
Algo do céu te mandou 
um presente divino : O AMOR. 

Se um dia tiverem que pedir perdão um
ao outro por algum motivo e, em troca, 
receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos
e os gestos valerem mais que mil palavras,
entregue-se: vocês foram feitos um pro outro. 

Se por algum motivo você estiver triste,
se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa
sofrer o seu sofrimento, chorar as suas 
lágrimas e enxugá-las com ternura, que
coisa maravilhosa: você poderá contar 
com ela em qualquer momento de sua vida. 

Se você conseguir, em pensamento, sentir 
o cheiro da pessoa como
se ela estivesse ali do seu lado... 

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos, 
chinelos de dedo e cabelos emaranhados... 

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro que está marcado para a noite... 

Se você não consegue imaginar, de maneira
nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... 

Se você tiver a certeza que vai ver a outra 
envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção
que vai continuar sendo louco por ela... 

Se você preferir fechar os olhos, antes de ver
a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida. 

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes 
na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. 

Às vezes encontram e, por não prestarem atenção
nesses sinais, deixam o amor passar, 
sem deixá-lo acontecer verdadeiramente. 

É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem 
cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!

(Carlos Drummond de Andrade)

terça-feira, 25 de agosto de 2015

A poesia de Zé Ramalho na voz de Zeca Baleiro

São dois grandes nomes da música brasileira ricos em originalidade e com performances incomparáveis. Quando a união acontece não podemos esperar nada além do espetacular. O novo trabalho de Zeca Baleiro traz as canções consagradas na voz de Zé Ramalho emprestando-lhes uma dramaticidade única que lhe é própria.

Melhor que discorrer sobre o trabalho é apreciá-lo: 

- Chão de Giz

- Não existe molhado igual ao pranto





terça-feira, 18 de agosto de 2015

O pássaro cativo


Armas, num galho de árvore, o alçapão.
E, em breve, uma avezinha descuidada, batendo as asas cai na escravidão.

Dás-lhe então, por esplêndida morada, a gaiola dourada.
Dás-lhe alpiste, e água fresca, e ovos, e tudo.

Por que é que, tendo tudo, há de ficar o passarinho 
mudo, arrepiado e triste, sem cantar?

É que, criança, os pássaros não falam.
Só gorgeando a sua dor exalam, sem que os homens os possam entender.
Se os pássaros falassem, 
talvez os teus ouvidos escutassem este cativo pássaro dizer:

"Não quero o teu alpiste!

Gosto mais do alimento que procuro na mata livre em que a voar me viste.
Tenho água fresca num recanto escuro.

Da selva em que nasci; da mata entre os verdores,
tenho frutos e flores, sem precisar de ti!

Não quero a tua esplêndida gaiola!
Pois nenhuma riqueza me consola de haver perdido aquilo que perdi...
Prefiro o ninho humilde, construído de folhas secas, plácido, e escondido.

Entre os galhos das árvores amigas...
Solta-me ao vento e ao sol!
Com que direito à escravidão me obrigas?

Quero saudar as pompas do arrebol!
Quero, ao cair da tarde, entoar minhas tristíssimas cantigas!

Por que me prendes? Solta-me, covarde!
Deus me deu por gaiola a imensidade!
Não me roubes a minha liberdade...

QUERO VOAR! VOAR!..."

Estas coisas o pássaro diria, se pudesse falar.
E a tua alma, criança, tremeria, vendo tanta aflição.
E a tua mão, tremendo, lhe abriria a porta da prisão...

(Olavo Bilac)

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Escrever é como lavar roupas - Graciliano Ramos



“Deve-se escrever da mesma maneira com que as lavadeiras lá de Alagoas fazem em seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.”

(Graciliano Ramos - Vidas Tortas, 1962)

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

quarta-feira, 29 de julho de 2015

O caminho do Céu - Adélia Prado



Um corpo quer outro corpo.
Uma alma quer outra alma e seu corpo.
Este excesso de realidade me confunde.
Jonathan falando:
parece que estou num filme.
Se eu lhe dissesse você é estúpido
ele diria sou mesmo.
Se ele dissesse vamos comigo ao inferno passear
eu iria.
As casas baixas, as pessoas pobres,
e o sol da tarde,
imaginai o que era o sol da tarde
sobre a nossa fragilidade.
Vinha com Jonathan
pela rua mais torta da cidade.
O Caminho do Céu.

(Adélia Prado)

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Antes...



Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas: 
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava. 
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.

(Pablo Neruda)

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Vamos falar de sacanagem?


Vamos falar de sacanagem? Vamos abrir os portões para a putaria? Não, não vamos falar sobre sexo e este post será, muito menos, sobre temas picantes.

Mas vamos falar sim sobre a sacanagem e a putaria que impera em nosso dia a dia. 

A mim não me espantam as diversas formas de amar ou demonstrar carinho que tantos condenam. Me espanta sim a sacanagem que impera na saúde pública, a putaria que é a educação e o tratamento dado à mesma pelos governantes. Me espanta a orgia que é feita com o dinheiro público, a falta de vergonha demonstrada na cobrança de impostos diuturnamente que nos obriga ao "trabalho escravo em liberdade".

Escandaliza-me ver aquela senhora aos oitenta anos de idade mendigar sua aposentadoria todos os meses. Deixa-me corado ver uma legião de pseudo pensadores em nossas redes sociais propagando ódio e intolerância infundada. Indigna-me rios de dinheiro sendo gastos com políticos filhos da puta enquanto multidões mendigam o pão de cada dia em sub empregos quando muito ou pelas ruas de nossas cidades.

Sacanagem para mim é a intolerância religiosa por parte dos que deveriam propagar o amor e não a dor; daqueles que deveriam falar e ser misericórdia e menos condenação. Putaria é a hipocrisia desenfreada que conduz à luta em prol da família e, após o protesto encontra-se com a/o amante no seu submundo particular.

Sacanagem é repetir textos e frases prontas propagadas pela mídia e sequer ter a coragem de ler um livro ou pensar por conta própria. Putaria é deixar de viver e se encantar com a vida perdendo-se no mar de lama que impera lá fora.

Sobre sexo? Não, não vamos falar sobre isso. Hoje apenas falaremos sobre sacanagem e putaria!

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Milagre


"Milagre é quando tudo conspira contra, mas Deus vem de mansinho e com um sopro leve muda o rumo dos ventos. Milagre é quando o incerto nos abraça depois de nos atingir cruelmente com sua fúria. É quando respirar vira quase um suspiro de alivio e a vida devolve o sorriso como forma de retribuição por todo sofrimento. É o instante teimoso que resiste bravamente a um duro percurso e mantém-se em pé amparado pela força divina. É a decisão que escapa de nossas mãos, mas que antes de cair agarra-se com toda força a uma segunda chance. Milagre é o improvável gesto de carinho que impulsiona o ser humano a não deixar de acreditar."

(Fernando Gaona)

Visita


Um amigo vem e segura a sua mão e te abraça… 
Não perca essa oportunidade!
Porque Deus veio na forma da mão, do abraço… 
Na forma do amigo!

Osho

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Ensinamento


Minha mãe achava estudo
a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento.
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,
ela falou comigo:
“Coitado, até essa hora no serviço pesado”.
Arrumou pão e café , deixou tacho no fogo com água quente.
Não me falou em amor.
Essa palavra de luxo.

(Adélia Prado)

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Made in Manoel de Barros

Dedicatória

Impossível pensar e respirar poesia e simplicidade sem trazer à memória Manoel de Barros. 

O vídeo que apresento é daqueles que a gente não consegue parar de assistir. A sensibilidade que é mostrada deixa a vida mais leve, mais bela... mais poética... 

Vamos lá?


domingo, 14 de junho de 2015

Deus é Pai - Fábio de Melo






Quando o sol ainda não havia cessado seu brilho,
Quando a tarde engolia aos poucos
As cores do dia e despejava sobre a terra
Os primeiros retalhos de sombra
Eu vi que Deus veio assentar-se 
Perto do fogão de lenha da minha casa
Chegou sem alarde, retirou o chapéu da cabeça
E buscou um copo de água no pote de barro
Que ficava num lugar de sombra constante.
Ele tinha feições de homem feliz, realizado
Parecia imerso na alegria que é própria
De quem cumpriu a sina do dia e que agora
Recolhe a alegria cotidiana que lhe cabe.
Eu o olhava e pensava: 
Como é bom ter Deus dentro de casa!
Como é bom chegar a essa hora da vida
Em que tenho direito de ter um Deus só pra mim.
Cair nos seus braços, bagunçar-lhe os cabelos,
Puxar a caneta do seu bolso 
E pedir que ele desenhasse um relógio
Bem bonito no meu braço
Mas aquele homem não era Deus,
Aquele homem era meu pai
E foi assim que eu descobri 
Que meu pai com o seu jeito finito de ser Deus
Revela-me Deus com seu
Jeito infinito de ser homem.






sexta-feira, 12 de junho de 2015

Humildade




Senhor, fazei com que eu aceite 
minha pobreza tal como sempre foi. 

Que não sinta o que não tenho. 
Não lamente o que podia ter 
e se perdeu por caminhos errados 
e nunca mais voltou. 

Dai, Senhor, que minha humildade 
seja como a chuva desejada 
caindo mansa, 
longa noite escura 
numa terra sedenta 
e num telhado velho. 

Que eu possa agradecer a Vós, 
minha cama estreita, 
minhas coisinhas pobres, 
minha casa de chão, 
pedras e tábuas remontadas. 
E ter sempre um feixe de lenha 
debaixo do meu fogão de taipa, 
e acender, eu mesma, 
o fogo alegre da minha casa 
na manhã de um novo dia que começa.

Cora Coralina

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Entreolhares




Entreolhares é o meu segundo livro.

Seus primeiros textos nasceram aqui, no blog Café & Arte. Os outros vieram em seguida. Está pronto. Aguarda o nascimento para breve (assim esperamos).

Em 2014 foi selecionado pela Fundação de Cultura de Campo Grande MS - Fundac para publicação através do Fundo Municipal de Incentivo à Cultura. Infelizmente a verba destinada à cultura em Campo Grande simplesmente não chegou até os artistas e só Deus sabe onde foi parar. Desta forma, nenhum centavo foi investido nos projetos selecionados (em torno de sessenta). 

A cultura segue amordaçada na cidade. Assim como outros setores.

Entreolhares segue calado pela irregularidade e desconsideração de alguns, sentindo as dores do parto, mas ainda sem poder nascer.

Não existe molhado igual ao pranto

Quando um artista se encontra com outro não podemos esperar nada menos que o máximo. Assim acontece com Zeca Baleiro cantando Zé Ramalho:


quarta-feira, 10 de junho de 2015

Manhã de sábado


Era manhã de sábado.
Deixou-se ficar ali, sentindo o sol acariciar seus pés enquanto a manhã adentrava pela janela aberta, vagarosamente!